sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma história de amor, coragem e muita aventura

Olá leitores,

Estava doida para compartilhar com vocês uma leitura deliciosa que fiz nas férias. O livro é Tobias Lolness - A vida na árvore, de Timotheé de Fombelle, editado pela Rocco. O livro conta a história de um menino de 13 anos , 1,5mm de altura, que vive numa árvore uma aventura empolgante sobre questões políticas, ecológicas e sociais. É uma narrativa inspiradora que nos mostra, a cada página, que não devemos desistir desse planeta e que é nas pequenas atitudes que iremos provocar grandes transformações.
Coragem , criatividade, determinação e muito amor são apenas algumas características desse jovem personagem que enfrenta toda sorte de perigos , mas que não desiste de fazer o que acha que é certo.
Satisfação garantida tanto para o público infanto-juvenil quanto para o adulto, pois além da natrrativa impecável do autor, contamos ainda com as lindíssimas ilustrações de François Place.
Premiadíssimo, entre eles o prêmio Andersen, o mais importante na literatura infato-juvenil, Tobias Lolness aguarda por você, não deixe de conferir.

Até a próxima,

Mônica Scheer

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Thiago que te quero Thiago

          Quando a lua cheia, radiante e teimosa invade o seu dia, no que você pensa?  Quando uma melodia toma sua cabeça e espana a poeira de suas memórias afetivas, o que você sente? Quando um cheiro vem e te leva para a infância, o que você deseja? Se você pensa, sente e deseja, facilmente será envolvido pela poesia de Thiago de Mello. Lê-la é como sentar no quintal, num dia radiante de céu azul, e devorar um fruta suculenta, sem recatos, sem travas, deixando o sumo escorrer entre os dedos e a sensação doce e revigorante invadí-lo inteiramente. Simples, pueril, mas absurdamente essencial. Deste autor, encante-se com Poemas Preferidos pelo autor e seus leitores, publicado pela Bertrand Brasil.  Depois desta leitura, você não não será  igual.

Prof. Luiz Claudio B. de Magalhães (Kbeça)

Para quem gosta de arrepios

           Gostaria de recomendar a leitura de uma breve coletânea de contos chamada "Contos de Arrepiar". Assinada por um autor que, "iluminadoramente", já esteve entre nós, Júlio Emílio Braz. Essa fustigante reunião de histórias aterrorizantes nos envolve em uma atmosfera tão bem elaborada que podemos visualizar os cenários, entrar nas narrativas e, inevitavelmente, nos surpreende com enredos inusitados. A editora é a Imperial Novo Milênio. Não deixe de saboreá-la.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A menina que roubava livros

"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito." Essa é uma frase de Liesel Meminger, uma menina que roubava livros e que se depara com uma ambiguidade de sentimentos quando pensa sobre as palavras... Amar, odiar, ter medo ou raiva das palavras? Convido vocês a lerem "A menina que roubava livros" de Markus Zusak... Assim conhecerão uma parte da guerra e poderão concluir sobre o que sentir em relação às palavras....
Treicy Valeriana - Professora

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RESSALVA

Versos... não
Poesia... não
um modo diferente de contar velhas histórias
Cora Coralina (Poemas dos Becos de Goiás )

Viva Cora!
Bjos a todos,
Adriana Guedes

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Descobrindo a arte de contar histórias

"(Um homem normal) talvez seja aquele que é capaz de contar a sua própria história. Ele sabe de onde vem (tem uma origem, um passado, uma memória em ordem), sabe onde está (sua identidade) e acredita saber onde vai (ele tem projetos e a morte, no final). Está, portanto, situado no movimento de um relato, ele é uma história e pode dizê-la para si mesmo." Jean-Claude Carrére.
É com esse pensamento que Regina Machado inicia o capitulo um do livro Acordais: fundamentos teóricos-poéticos da arte de contar histórias, publicado pela DCL.
Bernadete! Professora da Sala de Leitura (tarde)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A construção do escritor


“A educação é incompatível com a pressa. O tempo da alma é vagaroso.”
                                                                          Rubem Alves

Aprender talvez traduza tudo o que nos move nesse mundo. E o tempo do aprendizado é único; exige coração, disposição, alegria e surpresas. Tornar-se um escritor também deve traçar caminhos. Conheço alguns e cada um descreve seu aprendizado de um jeitinho todo seu: “comecei a escrever quando encontrei a mulher amada”, “ comecei a escrever quando meu caminho ficou mais leve, ou foi o contrário?”, “ comecei a escrever porque sempre gostei de mentir, mentir muito e de sofrer também”...E todos são assim, nos fazem ver o mundo pelo buraco de uma fechadura que se fundamenta na curiosidade, no desejo, no olhar.
A mineira Stella Maris de Rezende, autora de diversos livros já publicados para todas as idades, lançou em 2007, pela editora Casa da Palavra, um livro que conversa com o jovem escritor: Esses livros dentro da gente. A autora vai dando as sugestões necessárias a alguém que pretenda tocar o outro com seu discurso ou mostrar a fechadura que passou despercebida para aquele menino ou menina mais avoados:

“Tem que reescrever um parágrafo umas quinhentas vezes. Procurar uma palavra certa durante meses. Apagar, substituir, refazer. Rasgar e embolar papéis, anos e anos a fio. Guardar alguma coisa aproveitável. Ter obsessão pela arte o resto da vida.”
“Tem que gostar de praças, de esquinas, de passagens subterrâneas, de portas secretas, de quartos fechados e de repente janelas abertas de par em par. Tem que saber o claro e o escuro. A sombra e a luz. A doçura e o ódio. A crueldade e a delicadeza.”
E assim vai correndo uma leitura cheia de encanto que não dá vontade de parar. Não foi à toa que esse livro foi premiado pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil como Altamente Recomendado. As ilustrações do uruguaio Eduardo Albini, que mora no Rio há mais de vinte anos, traz um quê de moderno, com técnicas diferentes, recortadas, pintadas, fragmentadas, e pra lá de significativas para o mundo da escrita. Sintonia pura.
Eu, particularmente, tenho lido esse livro todos os dias, embora exista uma dica que talvez me impeça de um dia ser uma boa escritora:

“Tem que saber lavar e passar roupa. Se souber cozinhar, melhor ainda. Predispõe a dar calor aos diálogos e um bom tempero ao conflito principal.”
Adriana Guedes

Uma narrativa repartida

Nasceu nosso blog! E com ele uma nova parceria, cheia de livros, filmes e histórias.
Para inspirar nossos inícios, segue o vídeo do filme de Eliane Caffé, de 2004, Narradores de Javé.



O filme Narradores de Javé propõe uma discussão sobre o desejo de comunicação, de permanência, de continuidade tão própria do ser humano e que se efetiva com a linguagem. A diferença entre uma linguagem que se afirma na oralidade e outra que se afirma no registro. Algumas histórias parecem ter nascido para serem contadas, carregando em seus enredos o desejo da oralidade, do encanto da voz do contador; desejo das exclamações e interrogações que vão brotar no coração e no olhar de quem as ouve.  Contar uma história é narrar para viver, para seduzir e capturar o ouvinte. E a grande dificuldade para os moradores de Javé é entender que para cada discurso a memória vem recheada de suas próprias invenções. Discurso histórico e discurso ficcional, neste filme, travam uma divertida batalha e não podemos esperar vencedor. 
Bom filme!
Adriana Guedes